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Bruno Olly empodera diversidade com muito vigor e energia

por Renato Ferreira

 

Intervenções depois da luta. Boxe, esportes marciais e empoderamento de minorias dentro do desfile. Foi assim que Bruno Olly apresentou sua nova coleção na passarela do DFB Festival 2019, evidenciando a diversidade e a riqueza das diferentes etnias culturais brasileiras. O estilista trouxe a objetificação da força em um cenário pós-luta, onde os modelos mal-encarados vestiam-se com um mix de indumentárias que traziam peças do feminino para o masculino – como o uso de croppeds, por exemplo – além das técnicas do upcycling no denim.

Foto: Roberta Braga e Chico Gomes

A cartela de cores, assim como sua essência primeira, veio mista. O minimalismo do branco, preto e vermelho, já amplamente utilizado por Bruno, deram abertura para o uso do laranja e do verde militar. Dentre os materiais, os mais inesperados foram incluídos em sua coleção, como a juta que conversava com o moletom, tafetá cristal, algodão cru, algodão cru texturizado e malhas que transformaram novas peças. A beleza fez jus a passarela: rostos machucados, hematomas, bocas sangrando e corpos suados – bem como daqueles que diariamente lutam por suas vidas.

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