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Concretismo emocional

Pensar em moda brasileira contemporânea, quem diria, é criar um diálogo direto com desejos globais de sustentabilidade, limpeza e minimalismo. Enquanto o approach tropicalista, eufórico e sensual continua impresso como principais ingredientes do DNA da nossa moda, a novíssima geração de criadores autorais parece viver uma história de amor eterno com as correntes minimalistas que definem o guarda-roupa de culturas, digamos, mais frias.

Um dos expoentes mais consistentes dessa turma é a D-Aura, que estreia no DFB Festival 2018 após apresentar seu trabalho na Casa de Criadores (SP), outra incrível incubadeira de talentos autorais.

Madura, metafísica, sustentável, destemida… a D-Aura constrói sua moda a partir da desconstrução de formas, linguagens e expectativas, questionando as fronteiras de gênero e dialogando com o universo urbano das grandes metrópoles (a marca planeja um ponto de venda em Nova Iorque este ano).

Diálogo que tem fundamento: a D-Aura foi criada pelo arquiteto paulistano Lucas Menezes, 24, cuja formação acadêmica ajuda a desenvolver coleções em que mescla tecnologia e sustentabilidade, alinhando conceitos que costuram pontes entre arquitetura, moda e arte. Foi dessa maneira que a marca chamou a atenção de nomes como Filipe Catto e Bruno Capinan, cujas turnês têm figurinos assinados pela D-Aura.

Focada em um menswear fluido e neutral, a coleção de estreia da D-Aura no DFB Festival 2018 está marcada para o dia 10 de maio, abrindo a apresentação para o já veterano cearense André Sampaio. Espere, portanto, uma dose dupla de minimalismo com twist e muitos plots antropológicos para discutir após os desfiles.

 

Serviço:

Desfile D-Aura • 10/05 • Sala 2 • 18h30

DFB Festival 2018

09 a 12 de Maio

Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza

Entrada livre