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David Lee brinca com sensações e vulnerabilidade

Por Renato Ferreira | Fotos de passarela: Roberta Braga e Cláudio Pedroso | Foto de destaque: Nicolas Gondim

Externalize toda a sua subjetividade e mostre-se. Este foi o conceito apresentado por David Lee, com uma intensa busca pelo interior do ser humano e com o objetivo de apresentar a preciosidade dos sentimentos e emoções – aquilo mais importante que cada um tem dentro de si.

Cores intensas, como o laranja, violeta, azul, preto, branco, cinza e off white, evidenciavam a vulnerabilidade quase introspecta quando o vestuário encontrava o corpo – quase seminus – e deixaram o questionamento sobre materialidade e imaterialidade. Também foi assim com os materiais usados: Viscose, sarja, algodão/linho e muitas peças de crochê assimétricas em sua quase totalidade desvelavam o ser contemporâneo do século XXI.

O styling traz uma brincadeira com muitas peças que podem parecer não finalizadas e um jogo entre lenços e as tão queridinhas pochetes fazem parte do desfile. Já a estamparia cria uma fortaleza de sensações. A ideia de radiografia, com flores e blocos de cores deixaram ainda mais explícita as emoções de quem o assistiu.

E isso tudo em um mix que pode ter como ponto de partida a moda íntima, com cuecas e pijamas para mais uma vez trazer as emoções à flor da pele. O shape esportivo e atlético elevou essa pegada límpida com o uso de tênis esportivos.

Enquanto a beleza trouxe exatamente o ‘vazio’ de maquiagem, super clean, com cabelos e naturais em seu movimento.

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