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Faculdade Santa Marcelina é muito mais que 18K

Por Renato Ferreira | Fotos de passarela: Roberta Braga e Cláudio Pedroso | Fotos de destaque: Nicolas Gondim
Dos dândis aos funkeiros ostentação – uma narrativa que evidencia o poder e o luxo em diferentes classes econômicas e sociais. Assim foi a coleção 18K, da Faculdade Santa Marcelina – São Paulo, durante o Concurso dos Novos no Dragão Fashion Brasil 2018. O destaque acontece com a periferia na passarela, uma vez que esta sociedade só é vista quando está “bem vestida”.


Muito peso e muita cor foram essenciais para a criação do desfile. A mistura dos dois mundos acontece com o ponto de cor amarelo ouro – ou Ouro 18K – e inspira tantos novos talentos Brasil afora. O conceito visou pegar os retalhos para fazer coisas novas do zero, assim como o uso da lona mais envernizada, fazendo uma conexão com o peso e a elegância, bem como algumas técnicas de alfaiataria em suas montagens e desmontagens.


Cortes retos e movimentos confortáveis eram revelados assim como as silhuetas mais marcadas e rememoradas pelos dândis, que sempre buscavam estar bem vestidos. O mood levou a um direcionamento das artes urbanas de São Paulo, das tipografias um pouco mais confusas, das estéticas dos barracos – sempre com a confusão de onde começa e onde termina uma dessas residências.
E tudo isso realizado a partir de trabalho manual. A estamparia foi toda realizada em silk, os sapatos foram customizados – inclusive as galochas que se assemelham a sneakers – a aplicação de dourado às meias 3/4 e muitos bordados. Viseiras de capacetes de moto foram recortadas no molde dos óculos para evocar ainda mais a realidade do funk.
A beleza é clássica dos funkeiros ostentação: mostrar tanto brilho até você não mais enxergar. As barbas ganharam tonalidades do ouro 18K e o arredor dos olhos apostavam em todo o esplendor da favela.

 

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