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Jangadeiro Têxtil faz viagem aos anos 70 no DFB

Redação: Renato Ferreira | Foto: Roberta Braga, Cláudio Pedrosa e Pedro Brago | Backstage: Nicolas Gondim

Um discoball no telão anuncia a inspiração do desfile da Jangadeiro Têxtil, que uniu os estilistas Iury Costa e Lindeberg Fernandes no desfile do Dragão Fashion Brasil 2017 (DFB). Entre linhas e flores, os tecidos leves que propõem o verão, mostram um mood dos anos 70 que conversam com a mulher atual: poder, autonomia e uma vontade incontrolável de se divertir.

A cartela de cores indica toda a leveza da era hippie no estilo mais ‘Disco’ possível – quase como uma viagem no tempo. Ocre, ostra, cor-de-rosa seca e suave, além do off white transformaram toda a matéria-prima em verdadeiras obras de arte.

Sob uma relação imagética à “Last Dance”, de Donna Summer, tecidos naturais entravam em verdadeira revoada a cada passo no DFB. Menos sintético e mais natural possível, uma das grandes apostas de algodão, os cortes revelaram intrinsecamente alçadas e voos. As modelos pareciam presas apenas por seus sapatos um pouco mais pesados, mas quase prontas a chegar no céu.

As modelagens, cheias de babados e proporções que chamam a atenção, dão toda a leveza que indicam liberdade. Golas altas, braços livres, pernas longilíneas, além do movimento que o shape expunha, trouxeram muita graça ao desfile da Jangadeiro Têxtil.

Extensa quando o assunto é a produção têxtil, a gama de estampas e densidades de tecidos não foi pouca. A delicadeza tomou de conta de um casting recheado de modelos negras, que abriram o desfile, e mostraram olhares poderosos, cabelos volumosos em contraste com as sombras amarelas e chamativas.

Os diferentes estilos de Iury e Lindeberg não foram desafios. Ambos reuniram elementos de identificação para a montagem final. “A mulher começa em um baile Vogue e termina com um after no campo”, revela Iury.

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