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Melk ZDA Atelier – Luxo, um fruto delicioso

Redação: Devon Zoal | Fotos: Roberta Braga, Cláudio Pedrosa e Pedro Brago

O estilista pernambucano Melk contou em seu release que o ponto de partida para a coleção do Atelier que leva seu nome apresentada no DFB Festival foi o experimentalismo artesanal. Neste ponto, entende-se por experimentalismo o apuro na maneira de trabalhar tecidos, modelagens, cores e texturas de maneira bastante particular.

Conceitos que aparentemente parecem banais ou lúdicos – Melk contou pra gente que foge desse termo, pois se viu criando para uma mulher com humor sofisticado, adulto – na verdade entregam uma imagem forte e desejável para as criações apresentadas no terceiro dia do festival.

Pois dessa suposta trivialidade, em um momento de insight quase que newtoniano, o estilista resolveu brincar com a simbologia em torno da maçã: fruto proibido, a maça do amor, fruto que permite o homem pensar fora da caixa. Daí que suas mulheres desfilam uma leveza e sensualidade de avassaladora; saias vaporosas de organza de seda flutuavam pela passarela, assim como os vestidos de georgette de seda. O peso do pensamento, digamos assim, foi visto nas peças de bouclê em malha dupla e trama tecnológica desenvolvida pela Santa Constância, no estilo dos vazados casinha de abelha. Os tons do vermelho (lembre-se da maça) serviram como base para pontos de cores contrastantes como verde e branco.

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