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O universo sombroso de Ricciardo Gomes

Redação: David Marques | Fotos: Roberta Braga, Cláudio Pedrosa e Pedro Brago

O jovem estilista apresenta sua “Contos que não são de fadas”, o primeiro capítulo de um grandioso projeto que levou o primeiro lugar de incentivo à obra de artistas iniciantes pela Prefeitura de Fortaleza com incentivo da Secultfor.

Os próximos capítulos desse projeto definirão o resultado final da coleção desfilada na passarela do DFB Festival 2017. O segundo se trata de uma exposição itinerante por vários pontos da cidade-, após várias interferências que serão feitas por crianças. O terceiro será uma intervenção artística, vários murais espalhados por Fortaleza.

Ricciardo compreende a moda como um modificador social, muito para além da roupa, e traz para sua apresentação a inquietação e desconforto que o abuso sexual na infância pode causar ao espectador.

Ele trata cada peça de sua coleção com a particularidade que elas pedem. Sua tela é sempre o preto, é dali que tudo se inicia. O veludo traz armações e estruturas que abraçam e encobrem o sinistro. O bordado arremata suas criações.

O designer espera que sua produção cause incômodo, a beleza não é algo que lhe importa tanto, ele tem a esperança de transformar o cotidiano das pessoas.

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