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Reserva Sustentável: a economia criativa no DFB Festival 2019

 

Texto: Cintia Martins

 

A Economia Criativa sempre foi pauta presente nas diversas edições do DFB Festival, e na nossa comemoração de 20 anos ela veio com ainda mais força. Alinhando inovação, sustentabilidade e empreendedorismo, o espaço Reserva Sustentável busca gerar riquezas a partir da criatividade e capital intelectual dos seus expositores, esse ano são mais de 60 apresentados pelo Governo do Estado.

As atividades desenvolvidas pelos empreendedores presentes estão diretamente associadas a critérios sustentáveis de produção e consumo consciente, e é possível perceber a cultura e a suas múltiplas formas de expressar riquezas.

Confira um pouco das marcas e expositores presentes na Reserva Sustentável do DFB Festival 2019.

 

Negro Piche

Foto: Igor Cavalcante

 Há dois anos Iury Aldenhoff deixou a gastronomia para ingressar no mundo da moda autoral, a Negro Piche surge a partir de um anseio pessoal de dar visibilidade às pessoas negras, isso está presente na composição da marca e no seu próprio nome.

O jovem empresário comenta que a marca iniciou com alguns pedidos de amigos e conhecidos, o investimento inicial foi de apenas cem reais: “Não tenho nenhuma formação na área da moda, mas minha mãe é costureira e atualmente minha sócia, também faz parte minha tia que é modelista. Eu fico com a compra de tecidos e marketing atendendo nas redes e mídias sociais, e organiza os ensaios. A Negro Piche é uma marca familiar, negra e da periferia”, destaca.

Essa é a primeira vez que marca está no DFB Festival para Iury é importante que esses espaços se abram para jovens expositores: “Era super importante para a gente estar aqui hoje, dentro desse circuito de moda autoral e ter essa visibilidade que o DFB proporciona. A curto prazo temos a meta de estar fazendo desfiles, e temos a intenção de montar nossa loja estamos em lojas colaborativas e sabemos da importância disso, mas também queremos um espaço dedicado a negro piche”, declara.

Foto: Igor Cavalcante

 

Atitocou 

Foto: Igor Cavalcante

Maira Rodrigues é de Ilhéus, cidade localizada no sul da Bahia, essa é a primeira vez que a jovem empresária participa do DFB Festival. Junto com sua mãe ela produz as joias da Atitocou. A matéria principal das bijuterias produzidas por elas é o coco da piaçava, planta nativa da região. “A gente dá uma nova utilização a um subproduto que era descartado, não era utilizado e por isso ia parar na natureza. Buscamos dar um novo sentido para essa matéria prima regional e também agregamos outros materiais, como o papel prensado e a prata reciclada”, comenta.

Todo o trabalho desenvolvido na Atiticou é feito a mão por Maira e sua mãe, essa parceria nos negócios já dura cinco anos.  Segundo Maria, o manejo da fibra da piaçava para o uso artístico e comercial foi aprendido em casa quando há cinco anos sua mãe resolveu diminuir a escala de trabalho e ela estava fazendo um curso de design de joias: “A gente juntou nossas sabedorias individuais e isso reflete na linguagem do trabalho, que agrega o design as artes plásticas e o artesanato”, destaca.

Foto: Igor Cavalcante

 

Marcelle Melo Acessórios 

Foto: Igor Cavalcante

Desde a adolescência Marcelle desenvolvia acessórios Em 2014 ela tinha o propósito de desenvolver uma marca autoral, foi quando surgiu a “Marcelle Melo Acessórios”. Nessa mesma época começaram a surgir oportunidades para participar como expositores de bazares e feirinhas de Fortaleza. “Com esses pequenos passos as coisas foram melhorando e abrimos nossa loja online. Começamos a vender no atacado para outras lojas, desenvolvendo o que era posto como coleção. Hoje, temos uma loja física”, destaca a empresa.

Essa é a segundo vez que a marca está participando do DFB Festival: “Foi ótimo para nós participar do DFB ano passado porque tive a oportunidade de conhecer pessoas do país inteiro. Consegui alcançar outras pessoas da moda, existe um encontro com pessoas que produzem produtos parecidos com o que eu faço. É uma mistura bacana. E podemos ver os desfiles, o que traz inspiração para o nosso próprio trabalho também”, destaca Marcelle.

Foto: Igor Cavalcante

 

Grimmer 

Foto: Igor Cavalcante

A Grimmer, loja autoral do Rio de Janeiro, se baseia em dois grandes pilares: estamparia autoral e sustentabilidade. Karen Grimmer, proprietária e fundadora da marca é quem cria as própria estampas das camisetas, sua referência está na arte e nas mulheres.

A sustentabilidade está presente na busca de matérias que sejam mais duráveis e naturais, que tenham alguma ligação com a sustentabilidade. “Esse viés está na escolha dos tecidos, na estamparia, por exemplo, trabalho com viscose e linho, que uma propriedade interessante que é usar bem menos água no processo produtivo. Também uso tecidos recicláveis, tanto a  fibra do algodão e do poliéster, que na verdade vem da garrafa pet são reciclados e está presente nas roupas”, destaca a empresária.

Foto: Igor Cavalcante

Foto: Igor Cavalcante

 

Take Clothings

Foto: Igor Cavalcante

A marca autoral de Ruiter Cavalcante produz peças que traduzem o litoral, que remetem não só a Fortaleza, mas todo o Ceará e o Nordeste: “Esta edição do DFB tem tudo a ver com o que a gente produz na Take Clothings, essa estética do var dar praia sempre foi pauta nas nossas coleções”, destaca.

Essa é a segunda vez que a marca participa do DFB: “Para mim é incrível estar aqui porque desde que comecei a empresa era um sonho estar nesse mundo da moda. E estar aqui no evento mais importante da nossa cidade, estado e no Nordeste é estar onde tudo mundo quer, todos tem vontade de participar do DFB”, declara.

Foto: Igor Cavalcante